domingo, 29 de agosto de 2010

Máscara.



Por mais que seja difícil, ela ainda está lá

Mantendo-se firme e em pé toda vez que é ferida.

Sua face cheia de rachaduras já não se permite sorrir,

Pois por mais que quisesse sorrir, sempre vinha a dor

Acompanhada de sangue para lhe tirar a esperança e

O brilho de seus olhos.

Às vezes vejo-a implorando para se quebrar

Para que a dor não a perturbasse mais, porém

Ainda a vejo lá.

Firme e forte protegendo o meu frágil rosto

Com sua face possuidora de meus falsos olhos

Sem brilhos e com um meio sorriso para não mostrar

O desespero que um dia ganhei.

Eu sei que um dia ela vai desaparecer.

Já agüentou mais do que conseguiria e não foi pouco.

Só ela sabe como é difícil o sofrimento que sentimos.

Já que ela os esconde através de um abraço sem cor

E um falso sorriso que mesmo assim me acaricia com

Seu conforto.

Não estou com medo da dor, pois com ela já me acostumei.

Mas estou com medo quando o dia da máscara se partir em

Duas e abandonar a face que é o meu rosto.


*


A resistência ao sofrimento e a capacidade de tentar continuar resistindo mesmo que não seja possível é uma característica humana curiosa e fascinante. Esse poema não é meu, é da Bloody Phoenix, conhecida comoLady Fênix no Nyah! Fanfiction. Você pode ver esse texto aqui (no Nyah! Fanfiction) ou no Ténèbres, o blog dela, ou segui-la no Twitter. Ah, e ela tem um outro blog, o Sombria Decadência. Então comente, siga, e é isso aê, mermão.

Câmbio e desligo.


terça-feira, 27 de julho de 2010

Bem, se você me conhece, sabe que eu morava em um lugar e inexplicavelmente vim parar em um buraco onde eu sou ainda mais deslocada e incompreendida. Enfim, desde que esse ano começou eu só tenho me fudido. Incidentes envolvendo pessoas absurdamente coloridas, bêbadas, drogadas e afins não são incomuns nessa minha vida insignificante. Sério.

Percebam como o mundo é um filho da put* comigo. A propósito, Lei de Murphy, tome na íris do olho do seu c*.

1 – O colégio novo.
Ser novato é uma merda.
Imagine você ter que acordar todas as manhãs de segunda à sábado pra frequentar um lugar onde à primeira vista é o antro do catolicismo, mas se olhado mais atentamente lembra o inferno de dante.
Esse cara é exatamente o perfil do aluno da minha sala:


'Chega mais, neném. ;9'

2 – Tédio.
Preciso explicar? Eu vou pra escola em piloto automático, como, durmo, tomo banho e venho azilar no twitter. Escrevo um ou dois parágrafos de tarde, assisto um filme no cinema, escuto umas musiquinhas no meu computador e é só. Todos os dias, 7 dias por semana, durante um ano inteiro. [ironia] Super legal. [/ironia]

3 – Fudelanças.
Eu tive a tola esperança que nesse ano minha vida mudaria e eu seria foda o suficiente pra desprezar o mundo inteiro e nada me acontecer... Mas é uma verdade incontestável que eu só me fodo nessa merda e se você me seguir no twitter (@laizdiniz) e prestar atenção nos #LewiisFacts, vai saber porquê.

4 – Cobranças e reconhecimento.
Okay, sei que tem gente que realmente gosta de ler o que eu escrevo, mas eu sou uma escritora amadora e decadente. Ah, e cretina, muito cretina. Esqueçam o que eu disse sobre posts semanais. Não vou postar todo dia, nem todo mês... Vai ser quando der na telha mesmo. E você que lê essa bagaça e não comenta não tem o direito de pedir nada aqui. Se você comenta, pode até me xingar que eu deixo. ;D

5 – Responsabilidade.
Escrever é muito bom, e todo escritor ou pessoa com cérebro sabe disso. Não tenho muito tempo pra ler ultimamente, e isso lascou minha capacidade de escrever algo útil ou inteligente. Mas, porr*, eu tenho uma vida pra cuidar! Tenho prova e trabalho como todo mundo. E você, que não comenta nesse blog de quinta e fica me cobrando, por obséquio enfie esse post no seu rabo e cale sua maldita boca. Obrigada.

E sim, estou puta com tudo e com todos.
Esse post foi baseado nesse aqui. Com minhas modificações, claro.
Meu blog, minhas regras. Minha desgraça, seu entreterimento.
No próximo post eu vou me xingar. Fuck yea. (y)

*

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Wild Heart

Sim, eu pensei muito. Dormindo ou acordada, tenho passado por muitas coisas, e a mesma dúvida ocupa minha cabeça. Às vezes não sei se posso continuar. Enfim, eu nunca sei o que fazer. Nunca sei como agir diante de cada falsa esperança que lampeja em minha mente. Estou me sentindo confusa, é só isso. Vai passar, eu acho.

Acho que não tenho muita escolha. Até eu mesma esqueci de que ainda sou humana, feita de sangue como qualquer um. Só não vou sentir mais nada, não vou reagir a nada. Impenetrável, inatingível, indiferente. É como juntar os pedaços de algo que está quebrado. É como uma mentira, eu sei. Mas para meu próprio bem, tenho que acreditar nela.

E pra recomeçar, trouxe apenas a mim mesma e um coração violento e desfigurado. E não vou me preocupar com mais nada, ou com mais ninguém. Eu vou sobreviver. Aliás, vou passar o dia inteiro escrevendo no meu caderninho, isolada, observando coisas e pouco me lixando pro resto do mundo. Foda-se. Sempre dou a volta por cima. Sempre.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Aham, Cláudia, senta lá!

Crepúsculo é um livro sobre vampiros, certo? Errado.
E antes que alguma twilighter venha me bater, não estou obrigando ninguém a ler este post. Além disso, o blog é meu e escrevo nele o que eu quiser.
Eu tô cansada de ter esse mito fantástico deturpado. Vampiros não brilham. Eles queimam no sol. Alguns nem chegam a se incomodar com ele. Mas o que quero dizer é que a Meyer os transformou em modinha, mas os descaracterizou completamente. Bella não tem personalidade. E os outros personagens só servem para encher lingüiça ou sacrificar seu tempo/eternidade pela felicidade dela e de Edward.
Ah, é claro, os fãs. Não os sensatos, me refiro aos histéricos. A Saga Twilight não é perfeita, e existem livros bem melhores esses. Fiquei indignada quando vi eles atacando Stephen King.
“Eu acho que sirvo como fonte para alguns escritores, e isso é muito bom. Tanto Rowling e Meyer são direcionadas a jovens, a diferença é que Jo é uma escritora maravilhosa e Stephenie Meyer não consegue escrever algo que vale a ser tão merecedor. Ela não é muito boa.”
Basicamente, tirando os erros grotescos de português e os palavrões, os fãs dizem que Stephen, o rei do terror, escritor mais fodástico do gênero ‘Você-não-vai-dormir-direito-à-noite-com-medo-disso’ tem invejinha da Meyer. Dizem que os livros dele são uma porcaria, e chegam ao cúmulo de mandar ele escrever um livro. Até J.K.Rowling, a diva absoluta que pesquisou muito antes de escrever, como uma ‘escritora’ deveria ter feito, foi mencionada como ‘a que fez o maldito Harry Potter sem-graça’. Ah, vá!
Na boa, o Stephen é foda, escreve pra caralh* e tem o direito de chegar em quem ele quizer e dizer que não escreve nada. Pronto, falei. O cara só deu a opinião dele, porra! E depois esses acéfalos sem capacidade de diferenciar livro de papel higiênico vem me dizer que querem respeito. Na minha humilde opinião, Meyer é uma incompetente. E eu, como alguém que realmente gosta de escrever e almeja o sucesso, prefiro o anonimato a esse tipo de sucesso que ela tem. E Stephen, com classe, disse que a Joan diva-absoluta-adogon é melhor do que a Meyer. Ele falou a verdade, chérie, nem adianta chorar.
Eu rio demais com esses lovers. "O melhor livro que já li". Provavelmente o único, além dos contos e das fábulas de criancinha. Entendam, eu pago pau pro Stephen porque o cara é tão talentoso que consegue te fazer ter medo de qualquer coisa, e você não dorme direito até chagar ao final do livro. Escuta uma coisa, meu bem, antes de criticar, VAI LER CARRIE, E DEPOIS VEM FALAR COMIGO. Filho da put* cretino é você, seu analfabeto literário estúpido! Tu sabe pelo menos quem é Anne Rice, hã?
Pelo bem da minha sanidade mental, vou fingir que não li nada disso, assim posso fingir que vivo em um mundo mentalmente capaz. O que é pior é que existem twilighters que sabem escrever e argumentar (raros, é verdade, mas existem), porém eles acabam sendo incluídos na massa. Enfim, peço desculpas a esses poucos que sabem conversar com educação e respeitam quem não gosta. Eu já gostei, mas só por causa de frescurinha de fã que parece retardado, que não vive mais sem, que é obcecado por, que odeia quem odeia, acabaram me fazendo ter ódio da saga, da escritora, dos filmes, dos atores, de tudo.
E o mais legal de tudo, é que quando o Ed Purpurina tá lá brilhando feito glitter no sol, ele tem a coragem de dizer 'This is a skin of a killer'.
THE SKIN OFF A KILLER?! PORRA! Você levaria o Jason a sério se ele brilhasse que nem a globeleza? Você levaria o Freddie a sério se ele brilhasse que nem um diamante? Você levaria o Jack Estripador a sério se ele tivesse a desgraça da pele reluzente? Hein? CLARO QUE NÃO, PORRA!
Então porquê levar Edward Cullen? Ah, sim, porque ele é bonitinho, tem complexo emolóide, um topete legal e TUDO O QUE UMA MULHER PRECISA É UM CARA QUE RELUZ NO SOL E TODO MUNDO SABE DISSO.
Agora vou ler Drácula, porque toda essa ignorância concentrada deixou meus neurônios traumatizados. Só tio Stoker pra me consolar. E se alguma Twilover resolver me atacar, peço o Lestat emprestado pra tia Myh, e digo que ela falou mal do cabelo dele. Gargantas completamente destroçadas em 5, 4, 3, 2, ...

-




"Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia." - José Saramago.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Entre Amigos - Parte II

Hi, peoples lindas e absolutas que visitam esse blog. ;D

Bem, a Cecília não é exatamente inexperiente como escritora, você pode ver o blog dela aqui. Ela fez um texto baseado nesse aqui, de minha autoria. :B

Então, amour, boa leitura.

*

Morte, por Cecília Maria.

Eu observei tudo bem de perto, queria impedir aquilo, mas algo dentro de mim não deixava. Eu o vi caído no chão, morto, com uma bala no meio do peito que sangrava sujando toda sua camisa branca. Ela estava ali também, agarrada ao corpo dele chorando. Pude perceber um resquício de esperança no olhar dela. Ela queria que ele estivesse vivo. Eu também. Ele era meu até ela aparecer e tirar de mim a minha única alegria. O único responsável pelo sorriso tímido que surgia no meu rosto toda vez que o via, pelas lágrimas derramadas e pela minha existência.

Sofri muito até ele aparecer feito um anjo na minha vida, fez com que eu esquecesse tudo e vivesse momentos realmente bons ao seu lado. As feridas em mim estavam quase que totalmente curadas, mas ele me deixou e elas só aumentaram. Ela era a culpada de tudo, ele estava morto agora, ele deu sua vida para salvá-la. E pensar que um dia ele prometeu fazer isso por mim.
Eu estava chorando. Queria correr, abraçar seu corpo ensangüentado e implorar por seu amor de volta. E então os olhos dela encontraram os meus. Tinha um olhar distante, sem vida. Me senti mal por desejar vingança naquele momento. Ela se aproximou, me entregou uma arma e implorou que eu a matasse.A arma que o matou. Alguém fora covarde o suficiente para tirar-lhe a vida e fugir.

Eu tremia com a arma na mão. Não teria coragem de matá-la. Ele a amava, não seria justo com ele. Larguei o objeto. Ela o beijou e atirou em sim própria. Sorriu para mim, esperando pela morte ao lado dele.

*

Okay... Mesma situação, descrição por personagens diferentes. O texto da Cecília parece uma versão 2 do meu texto, feito por uma terceira personagem que eu mesma desconhecia mas estava ligada aos dois suicidas ali. Cecília, adorei. *-*

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Corvo - Preview

Há alguns meses venho trabalhando em um conto baseado no filme 'O Corvo', de 1994. Algumas (poucas) pessoas se interessaram, e senti vontade de fazer uma preview. Qualquer erro, curiosidade, vontade de enfiar um lápis na minha garganta ou comentário, pode dizer. Sua opinião é muito importante. :D

*

Ellena Krave está morta, mas estranhamente, ela ainda vive. Sua alma atormentada não pode descansar em paz enquanto os vermes responsáveis pela morte dela e de seu irmão permanecem impunes. Assim, ela volta à vida em busca de vingança, guiada por um corvo sobrenatural.

Inimigo por inimigo, Elle se aproxima de seu propósito obscuro. Seu corpo não pode ser ferido, e a justiça é feita lentamente... Ninguém pode detê-la. Ela vive. Eles morrem.

Mas ela guarda um segredo perigoso, e se seus assassinos o descobrirem, nada poderá salva-la.

#

É véspera do Dia das Bruxas.

Pelas ruelas infestadas de mendigos e uma névoa densa, um vulto ágil movimenta-se como se fosse feito de sombras. Sua existência oculta pela noite é algo contraditório: Ela respira, mesmo que esteja morta.

Seu nome é Ellena Krave, mas ela prefere que a chamem de Elle. Sua vida está acabada, seus inimigos são seus assassinos, e o sorriso de tinta que traz em seu rosto pintado disfarça toda a dor que sentiu. A morte não é mais forte do que a sede de vingança que ela possui.

Finalmente, a luz toca sua figura incomum, revelando ao mundo sua forma. Os cabelos que já foram longos agora eram curtos e irregulares sobre os ombros, chicoteando com o vento no seu rosto inexpressivo. Os traços delicados foram cobertos pela maquiagem branca, os olhos castanhos traziam manchas negras nas pálpebras que se transformavam em linhas que subiam até a testa e desciam até as bochechas. Os lábios, também pintados de preto, tinham linhas curvadas nos cantos, formando um sorriso tão amedrontador quanto o corvo que pousou suave em seu ombro.

A ave agita as asas e voa tranquilamente sobre prédios abandonados, como se procurasse algo. Ele crocita nervoso, assim como fez na sepultura esquecida dela há algumas horas. Pousa em um beco próximo, enquanto Elle salta testando o poder dentro dela. Um homem solitário no beco olha para ela indiferente e cauteloso.

Ela faz uma careta enojada ao lembrar de onde o conhecia. Era um assassino, um dos vermes repugnantes que mataram ela e o irmão.

A mulher sorri pela primeira vez naquela noite. A roupa preta não a aquecia muito bem, e ela tremia a cada rajada mais forte do vento frio, mas era confortável e não limitava os movimentos. O olhar dela era uma ameaça clara. A raiva pareceu se irradiar por todo o seu corpo, mais quente, e a boca de Elle se repuxou em um sorriso cruel.

sábado, 5 de junho de 2010

Entre Amigos - Parte I

Bem, avisei que não postaria apenas o que eu escrevo aqui. Bem, tenho amigos que se arriscam no mundo das palavras, e o Levi, hn, ele tentou fazer um pequeno conto sobre o dia em que me encontrou escrevendo um hentai (Com as devidas modificações feitas).

“Eu estava ali, sentado, mas não parado. Até ver a Rukia-chan¹ escrevendo como sempre. Discretamente, me aproximo como se não quisesse nada. Ela continua a escrever, sem me perceber. Eu espiono e descubro o quê tanto a concentrava.

O HENTAI. O:

Assustado, leio alguns trechos indecentes. E com minha pequena cabeça de garoto humilde, penso: "Rukia-chan é tarada/pervertida/erro/safada/danada". Ela me vê. Eu olho apavorado para a expressão psicopata dela. Rukia-chan pega um tijolo... E acordei no hospital.”

FIM

*Rukia-chan¹ : O Levi acha que eu me pareço fisicamente com a personagem Rukia (Bleach).

É, Levi, como escritor, você é um ótimo desenhista.

Levi diz: Mas... Mas... Eu sou feliz. u_u

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Vida de escritor...


Não serei hipócrita ao ponto de dizer que minha escrita é perfeita, mas pelo menos planejo e organizo minhas idéias para que o leitor entenda o que eu quis dizer. Não posso negar que em alguns pontos a pressa me impede de fazer uma revisão melhor, não posso negar que eu erro. Não posso negar que ainda sou bem amadora comparada aos meus ídolos literários. Não posso negar que conheço quem escreve muito melhor do que eu.


Mas também não posso negar que me esforcei. Desde o começo quis escrever aquilo que eu gostaria de ler, com a paciência e dedicação.


Passei horas digitando, apagando, cortando coisas e acrescentando uma ou outra palavra (ou vírgula) para que um parágrafo tivesse a melhor coesão possível.


É complicado passar para o papel aquilo que você está sentindo.


Preocupei-me em responder cada comentário, em ser simpático e festejei cada vez que via outro. Concordei e me engrandeci com as críticas.


Desejo ver as fics escritas com o coração, cuja escrita beira a impecável receberem o reconhecimento merecido. Desejo que as fics que parecem ter sido escritas por escrever, tenham reviews honestas, críticas diretas. Desejo que as pessoas que escrevem por escrever percebam que suas fics não ficam boas porque falta o sentimento, falta trabalho, falta talento.


Desejo que os escritores só recebam reconhecimento se merecerem.


O melhor dos escritores consegue escrever mais com menos, sabe ser ousado, sabe ter classe. Desejo que os maus escritores vejam no que eles estão usando as palavras erroneamente e tentem melhorar.


Desejo que o número de reviews seja proporcional à qualidade das fics, receber um comentário de quem não gostou de uma fic minha dizendo porque não gostou.


Desejo que com o reconhecimento os tantos talentos escrevam livros e se tornem escritores famosos, para dizerem, olhando para seu passado: “só cheguei aqui, porque na minha época de fics, meu trabalho foi devidamente reconhecido”. E sonho dizer essa frase, sonho ouvir outras pessoas dizendo ao meu redor.


Meu desejo não é impossível. Só precisamos nos mobilizar, escrever com nossos corações e comentar com nossa sinceridade. Nos abrir para novas experiências e deixar nossa preguiça de lado, para apreciar o trabalho daqueles que merecem.


Só precisamos começar. Ler e escrever é maravilhoso, não é?


#
Baseado e meio que copiado com alterações daqui, ó: manifesto pró fics bem escritas.

terça-feira, 25 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

Tietando - Parte II



Eu - Florbela Espanca

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

*

quarta-feira, 5 de maio de 2010

I'm still here, guys!


Não, eu não abandonei vocês, nem essa budeguinha que eu chamo de blog. Estou de volta.
Corram para as colinas, montanhas, enfiem-se em algum buraco ou escondam-se em suas caixinhas. Mas não vou fazer nada com vocês, não agora.

Bem, acho que já sabem algo sobre mim, certo?


Depois do susto inicial de achar um blog com um design tão fofinho cheio de coisas, como dizer... Sombrias, alguns fugiram, abandonaram, outros continuaram ou aderiram ao meu mundo ‘dark’. Gosto disso. E não te obrigo a ler, lembra? Você está aqui porque quer.


Bem, acontece que escritores têm ‘A Crise’. Não como a econômica, mas igualmente trágica pra nós. As quedas na bolsa de leitores são dramáticas. De nosso cérebro não sai nada digno de ser publicado. Passamos dias tentando escrever algo que acaba sendo rasgado, amassado e jogado numa lixeira. É frustrante, e nos irrita muito. Temos que aturar fangirls/fanboys, modinhas, escritores ruins e leitores negligentes e essa crise bastardinha.


Ta fazendo cara feia por quê?

Não generalizei, ok? Vocês, leitores, são importantes, mas nos deixam inúmeras vezes, na mão. Como vamos saber se vocês gostam, acompanham, detestam, tem nojinho, adoram, se vocês não comentam, poarr? É de f*der.


Mas eu até perdôo, dessa vez. Dessa vez. Não vou ser injusta de cobrar 500 comentários a cada post sem-graça que coloco aqui, principalmente porque eu demoro milênios pra escrever algo decente. Até porquê acho que ningém lê essa merd* mesmo.


Prometo que vou tentar botar um texto novo aqui a cada semana, que vou ser uma anfitriã legal, e aqui no meu blog vocês podem ficar ‘de boa’. Vai ter música, meus textos, filmes, livros, contos, desenhos e poemas. Comentem, leiam, vejam, riam ou chorem... O mundo ‘Sem Título’, esse mesmo que não pode ser definido em uma palavra qualquer, me pertence. Mas você é bem-vindo, sempre que quiser.

*

sábado, 27 de março de 2010

The Raper



Não grite, meu amor, não há outro caminho.
Eu quero você, e agora vou tê-la.
Você sabe que eu amo você, minha querida.
Você é minha, por isso não fale uma palavra.


Pare de gritar, de chorar e de se debater.
Você é minha, garota, não me diga para parar.
Eu quero você e eu vou ter você.
Você é minha, por isso não fale uma palavra.


Aqui e agora, vou levar embora a alma que nunca foi sua.
Você me pertence, então não implore minha misericórdia inexistente.
Você pertence a mim e à minha vontade.
Você é minha, por isso não fale uma palavra.


Eu quero que você e eu vou ter você.
Cale-se, vadia! Você é minha!
Fique quieta e me obedeça.
Você é minha e eu a quero.


Eu te amo, entende? Eu amo você.
A culpa é sua, eu disse que a queria.
Eu lhe disse, eu disse a você.
Você é minha e eu a quero.


Você é tão linda, não tente cobrir-se.
Isso dói? Eu não me importo.
Você nunca se importou em me usar.
Você é minha e eu a quero.


Eu queria que você soubesse que eu a amo mais do que tudo.
Eu queria que você soubesse que sou forte e vou protegê-la.
Eu queria que soubesse que sou forte e vou fazer o que quiser de você.
Eu queria que você soubesse que eu nunca qui lhe causar nenhuma dor.
Você é minha, eu disse, e eu a quero mais do que minha própria vida.
Você é minha, por isso não fale uma palavra.


*


Por incrível que pareça, mesmo escrevendo esse tipo de coisa com temática suicida e um tanto suspeita, eu sou normal. Pelo menos eu acho que sim. '-'


Não sei fazer poemas. Eu realmente não sei.

segunda-feira, 22 de março de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

Tietando - Parte I


#
Loucos e Santos* - Oscar Wilde.


'Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. (...) Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero o meu avesso.(...) Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.(...) Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto: e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo, loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.'


*Santos, no sentido de sãos, sensatos. (y)
Esse é o meu favorito... Quem quer escrever como ele levanta a mão!!! o/

segunda-feira, 15 de março de 2010

Join me In Death


A noite é fria. A chuva gelada cai sobre minha pele morna, e a lembrança de seu corpo quente em meus braços é tão vívida que chego a sentir seu hálito e seus lábios deslizando sobre minha pele, sem me beijar.


Pagaria qualquer preço para sentir esse gosto novamente. A dor cresce ainda mais, gotejando como ácido em minhas veias. Minhas mãos acariciam o rosto inexpressivo por um momento. Meus dedos tocam a face bem-desenhada, os cachos bem-feitos do cabelo escuro, contornam os lábios perfeitos e quase sem cor. O mundo era puro silêncio.


– Tão... Bonito. – murmuro, tão trêmula e relutante quanto a beleza que hesitava em deixá-lo. Meus braços permanecem firmes ao redor de seu corpo, os dedos como travas em seus ombros. Ele parecia frágil como uma criança pequena.


Pressionei a boca em sua testa fria. O gosto convidativo de sua pele era quase imperceptível, e o fluxo agradável do sangue através de sua pele fina desaparecera por completo. Ele tinha gosto de vida, e eu nunca esperei menos dele, afinal, partira de minha vida exatamente como chegara à ela: sem motivos, sem razões.


Beijei a pele macia do pescoço alvo e minhas mãos o soltaram carinhosamente no chão. Agora fazia sentido, e nada importava. Eu mesma não significava nada. Tudo era pouco. Nós dois, juntos, éramos mais que o mundo.Sem ele, eu não era nada. Segurei o metal frio e molhado da arma com os dedos trêmulos, erguendo devagar, cautelosamente, na altura do peito. Manchas de um escarlate úmido e desbotado tingiam a camisa branca que se misturava à palidez de sua pele. O rosto permanecia sereno, como se ele estivesse dormindo. Mas ele jamais acordaria.


Não cogitei pensar se suportaria sua ausência. Não correria o risco de perdê-lo também. Eu prometera amá-lo na saúde, na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza até que a morte nos separasse. Mas eu não deixaria isso acontecer.


Respirei fundo, sentindo o pulsar irritante e doloroso do meu coração. Segurei a arma com firmeza entre as duas mãos e apertei o gatilho.


Uma. Duas. Três vezes. Eu não queria esperar.


A arma caiu de meus dedos ensangüentados quando senti a morte invadir meu corpo com facilidade. Desabei ao lado dele, e gemi, surpresa com a dor. Minha mão direita segurava a sua, e a esquerda tentava inutilmente manter meu sangue dentro do corpo. Desisti e acariciei a palidez marmórea de suas faces. Eu também sangrava por dentro, e sentia o ar entrar por meus pulmões como navalhas minúsculas e afiadas. Sorri, sentindo que não faltava muito.
Abraçada ao seu corpo inerte, esperei para morrer.


#

Inspirada em Join Me In Death - HIM.

Pesadelo

Eu não me lembro direito de como começou. Lembro de estar deitada, e de ter o corpo pesado demais para me mexer. O ambiente era escuro, e de alguma forma gostei disso - meus olhos sempre reclamavam de muita luz. O torpor e o sono não natural me fizeram pensar ser algum sedativo, ou uma leve tontura. Mas o que mais me preocupava era o tipo de lugar onde eu estava.


Fiz um movimento mínimo com a ponta dos dedos, sentindo a superfície macia sob minhas mãos. Algo limitava os movimentos dos meus pulsos e percebi que estavam presos. Porque alguém me prenderia? Passei a língua sobre os lábios, sentindo o gosto metálico de sangue. Frazi o cenho, e minha testa latejou. Não me lembrava de estar sangrando.


Soltei o ar pela boca.


Um tubo fino passava ao lado do meu corpo e parecia conectar-se à possível fissura na pele do meu braço. Agulhas intravenosas. A idéia fez com que eu me sentisse enjoada. Arfei.


As sombras no fundo do cômodo tomaram a forma de um vulto. A luz tocou seu rosto pálido e os olhos tão escuros quanto seu terno me fitaram com ira e desprezo. Seus lábios se retorceram em um sorriso torto e cruel. Estremeci ao olhar sua expressão, uma mistura impiedosa de sadismo e sede de vingança. O tubo pareceu encher-se de algo que ardeu ao percorrer minhas veias. A sensação era desconfortável, concentrava-se em certos pontos do meu corpo e intensificava-se ali. Nas pontas dos dedos, no pescoço, nos pulsos, na pele dos ombros e no peito parecia queimar. A vulnerabilidade, o medo e a frustração faziam lágrimas caírem pelo meu rosto.


O estranho sentou-se ao meu lado e, se entregando ao deleite, divertia-se com a minha dor. Em silêncio, seu dedo indicador tocou uma das minhas lágrimas. Estava difícil respirar. Era demais. A dor me retorcia nas amarras, me arruinando como uma corrente elétrica. O estranho brincava distraidamente com uma mecha do meu cabelo. Por um instante, me senti prestes a... Oh meu Deus.


Eu ia dizer 'morrer'.


- Por quê? - sussurrei.


Em resposta, o estranho apenas sorriu. Aproximou-se, a respiração em meu pescoço, contida e regular. A boca cheia e bem desenhada tocou a minha face e murmurou friamente contra ela. E sua voz, suave e tranquilamente cortou o ar, conhecida demais para que eu não pudesse me chocar. Chocante demais para que eu não pudesse reconhecer.


- Você merece. - o tom alterado da voz rouca pareceu envolver as palavras com ácido para me ferir ainda mais.


Acordei sobressaltada.


Olhei por um instante para os travesseiros tortos e os cobertores desarrumados. Meus olhos vagaram pelo quarto, passando pela estante recheada de livros, e pelo resto... Tudo normal. Fixei meu olhar na escrivaninha. Sobre ela, meu netbook laranja parecia me chamar. A sensação era estranha.


Me encolhi. Algumas lágrimas caíram pelo canto dos meus olhos e desceram até o queixo. Fui até o banheiro fazer minha higiene matinal e lavar meu rosto. Abri um pouco as cortinas e revelando céu cinzento por trás delas. Eu sabia que escrever aquilo me faria bem. Me movi mecanicamente até o computador e o liguei.


Soltei um suspiro pesado. E fiz o que sempre faço: Escrever.


#
'O fogo enrijece aquilo o que não consome.' - Oscar Wilde.
#
Para Bruna Galvão.
Obrigada por me deixar ler suas histórias de terror.
Espero que isso agrade você. Eu fiz com o mesmo carinho que você tem pela sua agenda da Pucca. :B

sexta-feira, 5 de março de 2010

formspring.me

Não pergunte nada idiota, ou vamos ter sangue espirrando na tela do pc. Sério. >:D http://formspring.me/LaizD

domingo, 10 de janeiro de 2010

Essência.

Sou anti-social, desorganizada, impulsiva e um pouco arrogante. Gosto de sarcasmo, ironia e humor negro. Adoro comer qualquer coisa que tenha açúcar e cafeína. Adoro escutar música. Tenho a habilidade de quebrar mp4, escrever razoavelmente bem e ser muito cara-de-pau. Sou chocólatra, distraída, incompreendida, masoquista e confusa. Queria que vampiros e lobisomens fossem reais e queria ser as duas coisas ao mesmo tempo. Odeio pegar sol. Tenho medo de envelhecer. Quero ser escritora. Acho que o Stuart Townsend é o cara mais sexy do mundo. Meu país preferido é a Irlanda. Queria aprender a falar francês, italiano, latim, árabe, hebraico, inglês, celta e japonês com fluência. Queria fazer boxe, esgrima e snowboard. Queria voltar a ser nerd e ter aulas de piano. Sou vingativa, preguiçosa e possessiva. Queria ser mais forte para proteger as pessoas que eu amo. Detesto falsidade, hipocrisia, ignorância e covardia. Me irrito com facilidade. Amo ler. Tenho manias estranhas. Acho que a dor é necessária para tornar o ser humano mais forte, porque ele sempre se supera quando prevalesce sobre o próprio sofrimento. Insulto as pessoas com frequência. Sou melhor escrevendo do que falando. Amo meu pai. Adoro assistir filmes. Acredito que definir e limitar são praticamente a mesma coisa. Queria ter o rosto e o corpo da Kate Beckinsale. Queria ser imortal e indestrutível. Sou flamenguista. Desenho de vez em quando. Eu me acho estranha. Fico mais concentrada quando sinto dor. Amo meu nome e meu sobrenome. Minha cor favorita é o preto. Odeio quando me chamam de baixinha. Não sei escrever poesia direito. Gosto muito de refletir, e sei que penso diferente dos outros. Um dia eles vão me entender. Eu acho.


LαizDiniz #.