terça-feira, 25 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

Tietando - Parte II



Eu - Florbela Espanca

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

*

quarta-feira, 5 de maio de 2010

I'm still here, guys!


Não, eu não abandonei vocês, nem essa budeguinha que eu chamo de blog. Estou de volta.
Corram para as colinas, montanhas, enfiem-se em algum buraco ou escondam-se em suas caixinhas. Mas não vou fazer nada com vocês, não agora.

Bem, acho que já sabem algo sobre mim, certo?


Depois do susto inicial de achar um blog com um design tão fofinho cheio de coisas, como dizer... Sombrias, alguns fugiram, abandonaram, outros continuaram ou aderiram ao meu mundo ‘dark’. Gosto disso. E não te obrigo a ler, lembra? Você está aqui porque quer.


Bem, acontece que escritores têm ‘A Crise’. Não como a econômica, mas igualmente trágica pra nós. As quedas na bolsa de leitores são dramáticas. De nosso cérebro não sai nada digno de ser publicado. Passamos dias tentando escrever algo que acaba sendo rasgado, amassado e jogado numa lixeira. É frustrante, e nos irrita muito. Temos que aturar fangirls/fanboys, modinhas, escritores ruins e leitores negligentes e essa crise bastardinha.


Ta fazendo cara feia por quê?

Não generalizei, ok? Vocês, leitores, são importantes, mas nos deixam inúmeras vezes, na mão. Como vamos saber se vocês gostam, acompanham, detestam, tem nojinho, adoram, se vocês não comentam, poarr? É de f*der.


Mas eu até perdôo, dessa vez. Dessa vez. Não vou ser injusta de cobrar 500 comentários a cada post sem-graça que coloco aqui, principalmente porque eu demoro milênios pra escrever algo decente. Até porquê acho que ningém lê essa merd* mesmo.


Prometo que vou tentar botar um texto novo aqui a cada semana, que vou ser uma anfitriã legal, e aqui no meu blog vocês podem ficar ‘de boa’. Vai ter música, meus textos, filmes, livros, contos, desenhos e poemas. Comentem, leiam, vejam, riam ou chorem... O mundo ‘Sem Título’, esse mesmo que não pode ser definido em uma palavra qualquer, me pertence. Mas você é bem-vindo, sempre que quiser.

*

sábado, 27 de março de 2010

The Raper



Não grite, meu amor, não há outro caminho.
Eu quero você, e agora vou tê-la.
Você sabe que eu amo você, minha querida.
Você é minha, por isso não fale uma palavra.


Pare de gritar, de chorar e de se debater.
Você é minha, garota, não me diga para parar.
Eu quero você e eu vou ter você.
Você é minha, por isso não fale uma palavra.


Aqui e agora, vou levar embora a alma que nunca foi sua.
Você me pertence, então não implore minha misericórdia inexistente.
Você pertence a mim e à minha vontade.
Você é minha, por isso não fale uma palavra.


Eu quero que você e eu vou ter você.
Cale-se, vadia! Você é minha!
Fique quieta e me obedeça.
Você é minha e eu a quero.


Eu te amo, entende? Eu amo você.
A culpa é sua, eu disse que a queria.
Eu lhe disse, eu disse a você.
Você é minha e eu a quero.


Você é tão linda, não tente cobrir-se.
Isso dói? Eu não me importo.
Você nunca se importou em me usar.
Você é minha e eu a quero.


Eu queria que você soubesse que eu a amo mais do que tudo.
Eu queria que você soubesse que sou forte e vou protegê-la.
Eu queria que soubesse que sou forte e vou fazer o que quiser de você.
Eu queria que você soubesse que eu nunca qui lhe causar nenhuma dor.
Você é minha, eu disse, e eu a quero mais do que minha própria vida.
Você é minha, por isso não fale uma palavra.


*


Por incrível que pareça, mesmo escrevendo esse tipo de coisa com temática suicida e um tanto suspeita, eu sou normal. Pelo menos eu acho que sim. '-'


Não sei fazer poemas. Eu realmente não sei.

segunda-feira, 22 de março de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

Tietando - Parte I


#
Loucos e Santos* - Oscar Wilde.


'Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. (...) Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero o meu avesso.(...) Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.(...) Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto: e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo, loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.'


*Santos, no sentido de sãos, sensatos. (y)
Esse é o meu favorito... Quem quer escrever como ele levanta a mão!!! o/

segunda-feira, 15 de março de 2010

Join me In Death


A noite é fria. A chuva gelada cai sobre minha pele morna, e a lembrança de seu corpo quente em meus braços é tão vívida que chego a sentir seu hálito e seus lábios deslizando sobre minha pele, sem me beijar.


Pagaria qualquer preço para sentir esse gosto novamente. A dor cresce ainda mais, gotejando como ácido em minhas veias. Minhas mãos acariciam o rosto inexpressivo por um momento. Meus dedos tocam a face bem-desenhada, os cachos bem-feitos do cabelo escuro, contornam os lábios perfeitos e quase sem cor. O mundo era puro silêncio.


– Tão... Bonito. – murmuro, tão trêmula e relutante quanto a beleza que hesitava em deixá-lo. Meus braços permanecem firmes ao redor de seu corpo, os dedos como travas em seus ombros. Ele parecia frágil como uma criança pequena.


Pressionei a boca em sua testa fria. O gosto convidativo de sua pele era quase imperceptível, e o fluxo agradável do sangue através de sua pele fina desaparecera por completo. Ele tinha gosto de vida, e eu nunca esperei menos dele, afinal, partira de minha vida exatamente como chegara à ela: sem motivos, sem razões.


Beijei a pele macia do pescoço alvo e minhas mãos o soltaram carinhosamente no chão. Agora fazia sentido, e nada importava. Eu mesma não significava nada. Tudo era pouco. Nós dois, juntos, éramos mais que o mundo.Sem ele, eu não era nada. Segurei o metal frio e molhado da arma com os dedos trêmulos, erguendo devagar, cautelosamente, na altura do peito. Manchas de um escarlate úmido e desbotado tingiam a camisa branca que se misturava à palidez de sua pele. O rosto permanecia sereno, como se ele estivesse dormindo. Mas ele jamais acordaria.


Não cogitei pensar se suportaria sua ausência. Não correria o risco de perdê-lo também. Eu prometera amá-lo na saúde, na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza até que a morte nos separasse. Mas eu não deixaria isso acontecer.


Respirei fundo, sentindo o pulsar irritante e doloroso do meu coração. Segurei a arma com firmeza entre as duas mãos e apertei o gatilho.


Uma. Duas. Três vezes. Eu não queria esperar.


A arma caiu de meus dedos ensangüentados quando senti a morte invadir meu corpo com facilidade. Desabei ao lado dele, e gemi, surpresa com a dor. Minha mão direita segurava a sua, e a esquerda tentava inutilmente manter meu sangue dentro do corpo. Desisti e acariciei a palidez marmórea de suas faces. Eu também sangrava por dentro, e sentia o ar entrar por meus pulmões como navalhas minúsculas e afiadas. Sorri, sentindo que não faltava muito.
Abraçada ao seu corpo inerte, esperei para morrer.


#

Inspirada em Join Me In Death - HIM.

Pesadelo

Eu não me lembro direito de como começou. Lembro de estar deitada, e de ter o corpo pesado demais para me mexer. O ambiente era escuro, e de alguma forma gostei disso - meus olhos sempre reclamavam de muita luz. O torpor e o sono não natural me fizeram pensar ser algum sedativo, ou uma leve tontura. Mas o que mais me preocupava era o tipo de lugar onde eu estava.


Fiz um movimento mínimo com a ponta dos dedos, sentindo a superfície macia sob minhas mãos. Algo limitava os movimentos dos meus pulsos e percebi que estavam presos. Porque alguém me prenderia? Passei a língua sobre os lábios, sentindo o gosto metálico de sangue. Frazi o cenho, e minha testa latejou. Não me lembrava de estar sangrando.


Soltei o ar pela boca.


Um tubo fino passava ao lado do meu corpo e parecia conectar-se à possível fissura na pele do meu braço. Agulhas intravenosas. A idéia fez com que eu me sentisse enjoada. Arfei.


As sombras no fundo do cômodo tomaram a forma de um vulto. A luz tocou seu rosto pálido e os olhos tão escuros quanto seu terno me fitaram com ira e desprezo. Seus lábios se retorceram em um sorriso torto e cruel. Estremeci ao olhar sua expressão, uma mistura impiedosa de sadismo e sede de vingança. O tubo pareceu encher-se de algo que ardeu ao percorrer minhas veias. A sensação era desconfortável, concentrava-se em certos pontos do meu corpo e intensificava-se ali. Nas pontas dos dedos, no pescoço, nos pulsos, na pele dos ombros e no peito parecia queimar. A vulnerabilidade, o medo e a frustração faziam lágrimas caírem pelo meu rosto.


O estranho sentou-se ao meu lado e, se entregando ao deleite, divertia-se com a minha dor. Em silêncio, seu dedo indicador tocou uma das minhas lágrimas. Estava difícil respirar. Era demais. A dor me retorcia nas amarras, me arruinando como uma corrente elétrica. O estranho brincava distraidamente com uma mecha do meu cabelo. Por um instante, me senti prestes a... Oh meu Deus.


Eu ia dizer 'morrer'.


- Por quê? - sussurrei.


Em resposta, o estranho apenas sorriu. Aproximou-se, a respiração em meu pescoço, contida e regular. A boca cheia e bem desenhada tocou a minha face e murmurou friamente contra ela. E sua voz, suave e tranquilamente cortou o ar, conhecida demais para que eu não pudesse me chocar. Chocante demais para que eu não pudesse reconhecer.


- Você merece. - o tom alterado da voz rouca pareceu envolver as palavras com ácido para me ferir ainda mais.


Acordei sobressaltada.


Olhei por um instante para os travesseiros tortos e os cobertores desarrumados. Meus olhos vagaram pelo quarto, passando pela estante recheada de livros, e pelo resto... Tudo normal. Fixei meu olhar na escrivaninha. Sobre ela, meu netbook laranja parecia me chamar. A sensação era estranha.


Me encolhi. Algumas lágrimas caíram pelo canto dos meus olhos e desceram até o queixo. Fui até o banheiro fazer minha higiene matinal e lavar meu rosto. Abri um pouco as cortinas e revelando céu cinzento por trás delas. Eu sabia que escrever aquilo me faria bem. Me movi mecanicamente até o computador e o liguei.


Soltei um suspiro pesado. E fiz o que sempre faço: Escrever.


#
'O fogo enrijece aquilo o que não consome.' - Oscar Wilde.
#
Para Bruna Galvão.
Obrigada por me deixar ler suas histórias de terror.
Espero que isso agrade você. Eu fiz com o mesmo carinho que você tem pela sua agenda da Pucca. :B

sexta-feira, 5 de março de 2010

formspring.me

Não pergunte nada idiota, ou vamos ter sangue espirrando na tela do pc. Sério. >:D http://formspring.me/LaizD

domingo, 10 de janeiro de 2010

Essência.

Sou anti-social, desorganizada, impulsiva e um pouco arrogante. Gosto de sarcasmo, ironia e humor negro. Adoro comer qualquer coisa que tenha açúcar e cafeína. Adoro escutar música. Tenho a habilidade de quebrar mp4, escrever razoavelmente bem e ser muito cara-de-pau. Sou chocólatra, distraída, incompreendida, masoquista e confusa. Queria que vampiros e lobisomens fossem reais e queria ser as duas coisas ao mesmo tempo. Odeio pegar sol. Tenho medo de envelhecer. Quero ser escritora. Acho que o Stuart Townsend é o cara mais sexy do mundo. Meu país preferido é a Irlanda. Queria aprender a falar francês, italiano, latim, árabe, hebraico, inglês, celta e japonês com fluência. Queria fazer boxe, esgrima e snowboard. Queria voltar a ser nerd e ter aulas de piano. Sou vingativa, preguiçosa e possessiva. Queria ser mais forte para proteger as pessoas que eu amo. Detesto falsidade, hipocrisia, ignorância e covardia. Me irrito com facilidade. Amo ler. Tenho manias estranhas. Acho que a dor é necessária para tornar o ser humano mais forte, porque ele sempre se supera quando prevalesce sobre o próprio sofrimento. Insulto as pessoas com frequência. Sou melhor escrevendo do que falando. Amo meu pai. Adoro assistir filmes. Acredito que definir e limitar são praticamente a mesma coisa. Queria ter o rosto e o corpo da Kate Beckinsale. Queria ser imortal e indestrutível. Sou flamenguista. Desenho de vez em quando. Eu me acho estranha. Fico mais concentrada quando sinto dor. Amo meu nome e meu sobrenome. Minha cor favorita é o preto. Odeio quando me chamam de baixinha. Não sei escrever poesia direito. Gosto muito de refletir, e sei que penso diferente dos outros. Um dia eles vão me entender. Eu acho.


LαizDiniz #.